Lidando com o ciúme: um guia prático

Esses dias eu comentei com o meu namorado que estava pensando em escrever aqui no blog um texto com dicas para lidar com o ciúme. Ele começou a rir, claro, por um motivo muito simples: sou muito ciumenta. Não posso negar, minha natureza (ou a educação que eu tive, ou ou filmes que eu vi) fez eu me tornar uma pessoa que sente as entranhas queimando de nervoso quando sinto que minha relação está sendo ameaçada por um terceiro elemento. Não me orgulho disso, e por isso que eu tento ao máximo controlar para que isso deixe de ser um problema e, verdade seja dita, desde que eu comecei minha vida amorosa isso já melhorou pra caramba. Por isso, vou dividir com vocês algumas táticas que me ajudaram a não sabotar meu namoro por causa de ciúmes.

(Vou usar pronomes femininos quando estiver falando da ciumenta e pronome masculino para a outra pessoa por uma questão de: sou mulher e heterossexual, mas a lógica serve pra qualquer tipo de casal)

Se até a Beyoncé rainha do universo sente ciúmes de vez em quando...

Se até a Beyoncé rainha do universo sente ciúmes de vez em quando…

A origem

Aquela vontadezinha de esfaquear alguém não chega do nada, não é mesmo? E, geralmente, o ciúme tem três causas possíveis: uma terceira pessoa dando em cima do seu amado, o seu amado dando mole pra uma terceira pessoa ou a sua cabeça inventando histórias com base nos stalks que você anda fazendo nas noites de insônia. Se o seu caso for o segundo, analise bem: ele realmente está dando mole? Mandando nude? Flertando e chamando a outra pro cinema? Pula fora, simples assim. Sem essa de “ele vai mudar”, simplesmente pare de ler isso aqui e vá buscar alguém que não te desrespeite.

Se você está se envolvendo com o tipinho Peter Pan fuja enquanto é tempo!

Se você está se envolvendo com o tipinho Peter Pan fuja enquanto é tempo!

Agora, se a origem do ciúme for uma terceira pessoa ou a sua mente doentia, continue lendo…

O terceiro elemento

Se o seu surto de ciúmes começou porque tem uma pessoa dando like em todas as postagens do seu peguete, namorado ou marido, puxando assunto com ele sempre que der, chamando ele de apelidos fofinhos e sendo inconveniente… Sinto lhe informar, mas o problema não é seu. A pessoa está sendo desrespeitosa e mau caráter, mas é responsabilidade do alvo das cantadas dar um chega pra lá e não corresponder às investidas, não sua. Esteja do lado de alguém em quem você possa confiar ou não esteja em um relacionamento, porque em todas as relações vão existir pessoas de fora tentando estragar tudo, cabe ao casal saber lidar com isso de forma saudável.

Pessoas para gongar uma relação: sempre teve e para sempre terá

Pessoas para gongar uma relação: sempre teve e para sempre terá

Auto-sabotagem

Às vezes você não tem motivo nenhum para sentir ciúmes… E mesmo assim sente. Isso frequentemente acontece no início do relacionamento quando a gente não conhece muito bem a outra pessoa para confiar 100%, mas pode acontecer depois também. Baixa autoestima, insegurança e medo de perder a pessoa podem fazer você sempre pensar o pior de cada situação, imaginar problemas onde não tem e surtar tanto a ponto de estragar a relação. Pessoas assim se tornam paranóicas e começam a investigar a vida inteira da pessoa, o que é péssimo para qualquer casal e causa brigas desnecessárias.

Quando esse tipo de pensamento vier à mente vá fazer um chá e ver um filme, ok?

Quando esse tipo de pensamento vier à mente vá fazer um chá e ver um filme, ok?

Se você confia em quem você ama você não precisa querer controlar tudo, até porque eu sempre fui adepta de uma frase verdadeiríssima: quem quer aprontar apronta. Esconde conversa no whatsapp, marca encontro no horário de almoço do trabalho, flerta escondido… Enfim, mesmo que você tenha todas as senhas da pessoa você nunca vai saber de tudo se a outra pessoa não quiser que você saiba. Amor não é posse.

Desculpa pelo textão, obrigada por ler até aqui e espero ter te ajudado! Se tiver mais dicas me conta nos comentários ❤

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detoxnow (ou meus dias sem hambúrguer, burrito ou pizza)

Quem me conhece sabe que eu tenho uma das mentes mais gordas que um ser humano poderia ter. Amo fritura desde pequena, Cheddar McMelt é sinônimo de amor no meu vocabulário e sou fã de cerveja. Isso, claro, faz com que eu tenha um corpo muito diferente do considerado bonito, mas nunca tinha me incomodado até que, durante o ano de TCC, engordei 10 quilos.

Nunca tive corpo de Pugliesi e aprendi a me gostar assim, mas as minhas roupas apontaram que eu já tinha passado do meu limite e comecei, aos poucos, a me sentir mal comigo mesma e a me preocupar com a minha saúde. Por isso, decidi comprar um pacote da detoxnow com sucos prensados a frio e  sopas para fazer um programa de três dias. Como muita gente me perguntou, resolvi fazer um mini diário contando das minhas impressões sobre os produtos e sobre o resultado final.

Essa era a alimentação de um dia todo.

Essa era a alimentação de um dia todo.

Dia 1

Comecei a terça-feira com o suco verde da marca, o desintoxicante, com couve, limão, salsão e sementes germinadas. Já conhecia o suco verde da Sabor Vivo e da Do Bem, então tive com o que comparar. O suco é estranho no primeiro gole, mas começa a ficar gostosinho depois, apesar de eu ainda preferir o poderoso despertar da Sabor Vivo. No meio da manhã experimentei o suco reparador, feito com beterraba, cenoura, limão e gengibre, muito gostoso e deu uma boa segurada na fome até o almoço!

Mas o almoço, migas, que foi sofrido. A sopa funcional é feita com abóbora, um ingrediente que eu não gosto, então achei meio sem graça almoçar aquilo, apesar de ter ficado totalmente saciada. À tarde tomei o suco termogênico, com maça, gengibre, hortelã e pimenta cayena, delicioso! E, de noite, jantei a sopa reguladora, com couve flor, acelga e chuchu. Assim como no almoço, foi difícil de tomar e saí correndo escovar os dentes depois por causa do gosto ruim que ficou na boca. Terminei a noite com o suco drenagem, feito com melancia, pepino, hortelã e limão. Muito bom!

Dia 2

Dormi bem, acordei bem disposta e fiz o desjejum com o suco desintoxicante. Durante a manhã tomei o suco rejuvenescedor com água de coco, morango e tomate, foi um dos meus favoritos! Almocei a sopa reparadora, feita de beterraba, e ela era muito gostosa. À tarde foi o mesmo do primeiro dia, que é maravilhoso, mas pouco depois de tomá-lo meu corpo já começou a sentir um pouco a ausência de comida na minha vida. Senti um pouco de dor de cabeça, tontura e dificuldade para me concentrar, mas fica a dúvida: era fome, abstinência de café ou abstinência de carboidrato?

À noite tomei a sopa desintoxicante, feita com couve e repolho. Não era boa, mas já me estava acostumada ao gosto de mato haha então tomei sem problemas. Antes de dormir tomei o mesmo do dia anterior, que é muito bom, e fui dormir.

Dia 3

Acordei bem animada! Fui me pesar e percebi que tinha perdido 1,5kg desde o primeiro dia. Infelizmente o detoxnow dá poucos detalhes sobre o descongelamento, então o primeiro suco do dia (desintoxicante) ainda estava um pouco congelado apesar de eu ter tirado ele do freezer na noite anterior. O segundo suco era o de beterraba com cenoura, limão e gengibre.

Almocei a sopa energética, feita com batata salsa, pimenta vermelha e cebolinha. De todas foi a que eu mais gostei, é deliciosa (pra quem gosta de batata salsa, claro) e sacia bastante. À tarde tomei o suco termogênico, com maça, gengibre, hortelã e pimenta cayena e no final do dia jantei a sopa funcional, com abóbora. O último suco do dia, drenagem, leva melancia, pepino, hortelã e limão.

Resultado

Durante os três dias eu senti meu corpo ora mais fraco, ora mais disposto. Percebi que meu paladar aos poucos foi se acostumando a ficar sem queijo, carne, pão, etc. e que me fez muito bem me alimentar de 3 em 3 horas. Pra quem é acostumada a comer poucas e grandes refeições, comer muitas pequenas refeições foi uma grande mudança.

Perdi 2kg no total, entrei na calça jeans que eu queria e percebi meu organismo funcionando melhor: dormi melhor, fiz muito xixi todos os dias e o intestino funcionou ok (desculpem pelo momento TOO MUCH INFORMATION, mas acho que é relevante falar isso). Agora, preciso passar uns dias voltando à alimentação normal, mas de forma mais equilibrada.

Recomendo o programa para quem tem dimdim (o pacote é 190 dilmas) ou quer mesmo investir nisso, e para quem não tem muita frescura para frutas e verduras, afinal para pessoas assim seria uma verdadeira tortura. Se tiverem alguma dúvida podem comentar, vou adorar o feedback de vocês <3.

Modelos possíveis

Sabe aquela nova descoberta que você faz na internet e instantaneamente se apaixona? Uma série, um blog, um perfil bonito no Instagram… E de repente tudo que você faz ou fala envolve aquilo, e você quer apresentar pra todos os amigos e parentes o quão legal a sua descoberta é. Dia desses tive uma paixão repentina dessas, e o mais inusitado é que foi com um vlog, um formato que eu sempre odiei e nunca consegui consumir. Sim, o vlog em questão é o Jout Jout Prazer. E sim, fui abrir o link do canal para colar aqui e acabei vendo um vídeo e rindo alto. Acontece.

Gosto do fato de ela falar daquelas sensações que as mulheres têm ou de situações que só as mulheres passam, mas que ninguém fala. Tipo o assunto do vídeo acima. Quanta mulher sente a tal afliceta e não fala porque é feio, porque é vulgar, porque é isso e aquilo? A Jout Jout quebra os tabus de forma leve e divertida, faz com que a gente não se sinta sozinha nesse mundo porque as nossas esquisitices não são só nossas, são de todas as mulheres… Mas nossa, se são de todas as mulheres por que ninguém fala sobre isso? Pois é, né? A gente devia falar mais sobre isso.

Por uma coincidência, esses dias comprei o livro da Lena Dunham (Não Sou Uma Dessas) e durante o livro pensei isso diversas vezes também. Diferente da Jout Jout, a Lena fala de uma forma mais séria e filosófica, aborda a sexualidade de forma mais aprofundada, mas também toca naqueles temas que a gente acaba guardando pra nós mesmas. E elas, destemidas, contam histórias pessoais, abrem a intimidade e fazem com que a gente se sinta um pouquinho mais normal.

Percebi, então, que aos poucos está chegando uma tendência que valoriza essas mulheres reais, que gravam vídeo sem maquiagem, que aparecem na TV nuas mesmo sem ter o corpo de modelo, que falam sobre sexualidade de forma honesta e que são modelos possíveis. Consigo olhar pra elas e sentir que estou admirando pessoas com falhas, que trabalharam muito pra conseguir reconhecimento, que fazem eu sentir que posso chegar lá um dia. São inspirações de criatividade, espontaneidade, beleza própria e sucesso profissional.

Espero que a próxima geração de meninas cresça com mais modelos possíveis, que façam elas se sentirem melhores consigo mesmas, e não piores. E que elas se sintam livre para falar de todas as particularidades do sexo feminino sem que isso seja tabu.

 lena

Celebrate the ones you love

Pensei muito antes de tomar a decisão de escrever sobre esse assunto. Fiquei com medo de expor ou magoar alguém, e também de mostrar muito a minha vida pessoal, mas decidi que às vezes a gente precisa ser um pouco narcisista e escrever sobre si mesma. Pois bem, aqui estou eu desabafando sobre estar cansada de repetir à exaustão que está tudo bem mesmo quando tem alguma coisa me cortando por dentro.

Semana passada eu me formei. Sem beca, sem colação de grau, sem meia calça fina e salto alto, sem maquiagem de salão de beleza, sem baile, sem coro de “valeu a pena, ê ê” com outros formandos. Acordei mais cedo que o normal, coloquei um vestido preto mais arrumadinho, tomei café com a minha irmã e fomos até a faculdade. Entrei sozinha na secretaria geral, onde algumas pessoas já estavam trabalhando, e fui levada à uma mesa de escritório simples para assinar o diploma. Em troca, recebi o certificado de conclusão de curso para provar que terminei o curso enquanto o diploma de verdade não fica pronto.

Não teve evento especial, mas nesse dia eu me senti com aquela sensação boa de dever cumprido, orgulhosa de mim mesma, grata por todo o esforço da minha mãe que tornou tudo isso possível. Quem me conhece sabe que eu adoro comemorar tudo: fiz quatro festas de 15 anos (todas simples, nenhuma de debutante), participei de uns dois ou três trotes para comemorar as duas faculdades em que fui aprovada, adoro Natal, saí beber depois de quase todos os protocolos do TCC, tudo isso ao lado das pessoas que eu amo. Por isso, saí da faculdade e comprei alguns pacotes de pão de queijo para comemorar essa conquista com o pessoal do trabalho.

Decidi também que, mesmo sem mãe e pai, eu merecia uma comemoração com a família, alguns tios e tias, primos e primas que moram em Curitiba. Escolhi com cuidado um restaurante que agradasse todos, liguei pra convidar e, no dia do jantar, fiquei empolgada por poder ver minha família a aproveitar um momento tão importante pra mim, já que não tive nenhuma outra cerimônia. Saí comprar um vestido novo, tirei um cochilo antes do jantar e, quando eu acordei, me falaram que ninguém iria. Cada um com uma justificativa – umas plausíveis, outras não – mas o fato é que ninguém ia. Falei que estava tudo bem, fui numa hamburgueria com a minha irmã, meu namorado e meu cunhado e estourei um espumante em casa para brindar.

Mesmo feliz com as pessoas que comemoraram comigo, eu não consegui não me sentir um lixo, não me sentir um pouco sozinha, não lembrar de todas as vezes em que minha mãe estava ao meu lado celebrando minhas pequenas conquistas – qualquer coisa, para ela, era motivo para ficar feliz e fazer festa. Agora a única coisa que eu sinto é que eu não tenho mais de cinco pessoas no mundo com quem eu posso contar, sendo que nem metade delas é família de sangue. Por isso eu valorizo muito as amizades maravilhosas que tenho.

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Não quero que sintam pena, não quero pedidos de desculpas, quero apenas que as pessoas pensem um pouco mais na importância da presença delas. Para você pode ser só mais um aniversário, um jantar bobo, um evento que vale menos a pena do que ficar em casa assistindo Netflix. Mas, para outras pessoas, a sua presença pode significar muito. Não deixe de lado a oportunidade de fazer alguém feliz.

O amor romântico estragou o amor

Pense sobre a sua história de amor favorita da ficção. Pode ser filme, seriado ou livro, de Cinderela a Moulin Rouge, de Engel e Joe a Harry e Sally. A noção que nós temos do amor romântico, da amizade, de família e de outros valores são passados para nós, em grande parte, através dos produtos culturais. Portanto, é sensato concluir que o que a gente imagina como amor verdadeiro é o que a televisão, o cinema ou a literatura nos mostram. E, em toda história de amor, há um grande obstáculo a ser superado, uma pessoa a ser conquistada, alguma dificuldade que impeça o casal de ficar junto. É tudo muito complicado, sofrido, como se o amor romântico não viesse assim, de bandeja, e fosse preciso lutar por ele.

No entanto, diferente do que essas histórias me mostram, as melhores histórias que eu vivi não tiveram esses elementos. Confesso que alguns casos foram assim, cheios de drama digno de seriado adolescente, e servem até hoje para uma conversa tragicômica numa mesa de bar. Só que todas essas histórias não passaram de casos pontuais, sem evoluir para algo concreto, para o final feliz. Mesmo assim, insisti em alguns achando que iria mudar o cara, que apenas o timing era errado, que a gente deveria ficar juntos… Claro que todo esse drama não valeu a pena no fim das contas.

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“Sempre sozinha”, afirma Tom

Já nos relacionamentos sólidos que eu tive, que foram só dois, tudo aconteceu de forma tão leve e simples que parecia mentira, como se a qualquer momento fosse acontecer alguma coisa para me dizer que era bom demais pra ser verdade. Das duas vezes comecei a namorar em menos de um mês, sendo que o meu namoro atual começou depois de dois dias que a gente se conheceu, e já se passaram dois anos desde então. Sem drama, sem perseguição, sem jogos. Ele gostou de mim, eu gostei dele e a gente está criando uma vida ótima juntos, com direito a maratonas de Netflix, jantares em casa, viagens e outras coisas que fazem minha rotina ser maravilhosa. E eu nem precisei lutar por isso, veja só você. Ele simplesmente apareceu.

O que eu quero dizer é que a frase feita “tudo que vem fácil vai fácil” é uma idiotice quando se trata de relacionamentos. Alimentar essa ideia de que só é possível achar o amor em meio a dificuldades faz com que a gente insista em pessoas que não merecem, que a gente perca tempo com gente que não pode ou não quer nos fazer felizes. O amor não tem que ser uma grande batalha, você não precisa correr atrás para merecer afeto, mas sim esperar por alguém que faça tudo fluir naturalmente. Amor bom é quando a gente não precisa esperar para responder a mensagem, não precisa provocar ciúme ou se fazer de difícil.

Desde então, (500) Dias com Ela se tornou minha história de amor favorita, exatamente por mostrar que a nossa noção de amor romântico é, na verdade, uma vontade danada de viver na sofrência. O amor de verdade não dói, é fácil, é sussinho. E é muito bom.

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