Um álbum por dia: quebrando a monotonia musical

Uma das coisas que sempre me assustou é o efeito que o tempo tem em algumas pessoas. Não falo de pele, de cabelo, tampouco de corpo, mas sim da essência que torna as crianças e os adolescentes tão fascinantes: a sede de novas descobertas, a vontade de conhecer a fundo as músicas, os filmes e a cultura, o medo do tédio e da rotina. São poucos os adultos que aos 40 ou 50 anos ainda se empenham em conhecer música nova ou em viajar para ver um show, e desde sempre eu quis fazer parte dessa minoria.

Já basta eu estar me tornando o tipo de adulta que dorme durante os filmes, que sente dores no corpo ao ficar muito tempo em pé e que já não vai ao cinema tanto quanto antes. Por isso, neste ano eu me propus a ouvir ao menos um álbum novo por dia: algo relativamente fácil em tempos de Spotify e Rdio. Algumas vezes não consigo ouvir o álbum inteiro, mas pelo menos cinco ou seis músicas novas eu conheço. Como não sou nenhuma enciclopédia musical, estou buscando as dicas no livro “100 personalidades e discoteca básica – 10 discos favoritos”, do músico e diretor de programas de TV Zé Antonio Algodoal.

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O livro reúne os discos favoritos de pessoas como Kid Vinil, Chuck Hipolito, Didi Wagner, Jô Soares, Dinho Ouro Preto, Laerte, Clara Averbuck e até a Lulu Super Pop! As listas me ajudaram a, aos poucos, sair da minha zona de conforto e conhecer mais o trabalho de artistas essenciais para a música e perder o preconceito com alguns artistas, como o Velvet Underground (eu só não conhecia as músicas certas) e o Faith No More. E agora, por exemplo, eu estou escrevendo ao som de Serge Gainsbourg.

Pode não ser exatamente uma grande revolução na minha vida – mas é um passo para que eu me mantenha motivada a conhecer algo novo todos os dias. Fiquei tão empolgada com o negócio que já presenteei meu namorado com uma revista da Rolling Stone com os 500 melhores álbuns de sempre e fiz uma playlist no Spotify para compartilhar um pouco das minhas descobertas com quem quiser.


Além dessas listas que estão me inspirando muito, existem várias outras de filmes, livros e músicas para a gente fuçar e começar a conhecer obras que não conheceríamos por curiosidade própria. Parece pouco, mas ajuda a dar uma agitada na rotina.