O medo e o nazismo

Quando eu ainda estava no colégio uma das matérias que eu mais me arrastava era História. Aliás, tudo que aconteceu antes da Idade Média era extremamente enfadonho para mim, e o único assunto que realmente me despertou o interesse foi a Segunda Guerra Mundial e, principalmente, o Nazismo. Sei que muitas pessoas também gostam mais de estudar essa época, acredito que pelo fato de ser uma coisa tão horrível e, ao mesmo tempo, tão recente, assim como a Ditadura no Brasil (guardadas as devidas proporções, claro). É um pouco difícil entender como que uma nação inteira apoiou ideias tão, tão erradas, e por isso muitas obras surgiram tentando entender esse fenômeno, como o filme alemão A Onda e o americano A Outra História Americana.

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O filme de Tom Kaye conta a história de Derek Vinyard, interpretado pelo maravilhosíssimo Edward Norton, um skinhead neonazista que é preso depois de matar dois negros que estavam tentando roubar o seu carro. A ideologia de Derek acaba influenciando seu irmão mais novo, Danny, que o admira muito e, mesmo quando ele já está preso, o caçula ainda acredita que o irmão está certo e entra para o grupo neonazista, tentando alcançar a fama da família entre os skinheads. Quando Derek sai da prisão, ele tenta evitar que Danny siga o mesmo caminho que ele.

O grande mérito do filme é mostrar de forma extremamente sensível que não é muito difícil uma pessoa se tornar fanática por algo prejudicial: quando a pessoa está emocionalmente frágil, revoltada e indignada com algo, ela pode se nutrir desse ódio e encontrar algo para tentar preencher o vazio que fica. A história de Derek mostra como uma pessoa boa pode ir para o lado errado e como isso é extremamente perigoso. Aliás, logo que terminou o filme, eu fiz um paralelo na minha cabeça com uma frase do Mestre Yoda que explica muito bem como é fácil ir para o caminho errado.

Fear is the path to the dark side. Fear leads to anger. Anger leads to hate. Hate leads to suffering.

(Medo é o caminho para o lado sombrio. Medo leva à raiva. Raiva leva ao ódio. Ódio leva ao sofrimento)

Por isso, desconfie de tudo que for muito radical: seja uma ideologia, uma religião ou qualquer outro pensamento que tenha muitos dogmas e seja pouco questionado. Todo radicalismo é extremamente perigoso para quem está fragilizado.

Tanto A Outra História Americana quanto A Onda estão disponíveis no Netflix, e eu recomendo muito que assistam os dois.

♡ Girl power ♡

A última semana foi cheia de lançamentos de cantoras/bandas femininas, portanto achei que seria justo fazer um post para concentrar tudo em um lugar só. Tem pop, hip hop e música para (quase) todos os gostos.

Dê o play e conheça:

Haim – My Song 5

Esse clipe tem participação até da Ke$ha e é tão bom quanto os outros da Haim.

 

Taylor Swift – Shake it Off

Eu me sinto uma menininha de 13 anos ouvindo essa é música, mas ela é muito boa!

 

Nicki Minaj – Anaconda

Essa música tem o sample de Baby Got Back, preciso dizer mais?

 

Kimbra – Miracle

Pra quem não sabe quem ela é, só lembrar de Somebody That I Used to Know, do Gotye em parceria com ela.

Espero que tenham gostado, pessoal!

Receita do Pinterest: macarrão em uma panela

Pra quem ainda não sabe, uma das maiores paixões da minha vida é cozinhar. Pegar uma receita, fazer ela desde o início, cozinhar ouvindo música e depois fazer as pessoas que eu gosto felizes por algo feito por mim é uma sensação muito boa, mas eu odeio o depois: lavar louça. Por isso, quando eu comecei a ver no Pinterest e no Buzzfeed várias receitas que podem ser preparadas em uma panela só, fiquei super empolgada para testar uma. A minha escolhida foi essa:

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Não sei muito bem explicar receitas porque muitas coisas eu acabo fazendo no “olhômetro”, mas eu fiz mais ou menos assim: fritei um pouco de cebola picada na manteiga (dá para usar azeite de oliva também), coloquei um molho de tomate pronto da Heinz na panela junto com um copo de água (tudo para uma pessoa, no caso de duas ou mais é só aumentar proporcionalmente) e uma porção de macarrão. Temperei com sal e pimenta e tampei a panela para deixar a massa cozinhar. Quando ela estava quase pronta e o molho já estava quase seco, eu coloquei uma camada de queijo ralado por cima e esperei derreter. Fica muito, muito gostoso e suja só uma panela.

Tudo isso demora só uns 20 minutinhos. Quem testar me conte nos comentários como ficou o resultado!

Vale a pena conhecer: Wawawiwa design

A dica de hoje é ó: puro amor ❤ Andrés J. Colmenares é um ilustrador que transforma animais e objetos em seres animados que fazem um humor absurdo e cheio de trocadilhos. Ele é meio venezuelano, meio colombiano, e desenha profissionalmente desde 2010. Ele tem uma loja de objetos com ilustrações dele e mantém uma página no Facebook cheia de desenhos lindos.

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Espero que tenham gostado, pessoal 🙂 Se tiverem alguma sugestão de artista que vale a pena conhecer, deixa um comentário!

Meme: 5 Programas que marcaram (ou ainda marcam) minha vida

Quando foi publicada a lista de memes do Rotaroots de agosto o tema que mais me empolgou foi o de programas que marcaram minha vida. Como eu nasci no comecinho da década de 90, ainda peguei a época em que a TV era muito mais presente nas casas do que a internet e  que ainda passava bastante desenho animado na TV aberta.

No início da adolescência, ainda pude aproveitar as reprises de Confissões de Adolescente e Anos Incríveis no Multishow, e essas séries fizeram com que eu fosse atrás de outros programas na TV a cabo e, hoje em dia, consigo ver como alguns programas conseguiram moldar um pouquinho de quem eu sou e de como eu vejo o mundo. Por isso, nada mais justo do que falar um pouco sobre os cinco que mais me marcaram:

Hey, Arnold!

A Nickelodeon era o canal de desenhos que eu mais curtia e Hey, Arnold! era o maior vício dessa época, vi pelo menos 90% dos episódios. A Helga, minha personagem favorita, me ensinou a ser durona e não aceitar os papéis típicos femininos que a sociedade impõe. Ela ficava super sem jeito nas festas do pijama das meninas, ao mesmo tempo que se dava super bem com os meninos, meio parecido com o que foi a minha infância.

The OC

No começo da adolescência via que em todos os blogs as meninas ficavam falando de uma série nova da Warner e eu resolvi dar uma chance quando The OC já estava na segunda temporada. Me apaixonei imediatamente por dois motivos: Seth Cohen e trilha sonora. Foi uma das poucas séries que eu assisti inteira e a única que eu tenho completa em DVD. Melhorei muito o meu gosto musical por causa da série e  conheci uma das minhas bandas favoritas, Death Cab For Cutie, na época do Bait Shop, na segunda temporada.

Gilmore Girls

Como não amar a Rory e a Lorelai? Também comecei a acompanhar a série quando ela já estava na quinta temporada, acho, mas assisti desde o começo porque a Warner reprisava as primeiras temporadas nas tardes durante a semana. Considero, até hoje, que Gilmore Girls foi um dos seriados mais lindos do mundo. O cenário de Stars Hollow, a história da Lorelai e do Luke… E acho que a Rory me influenciou a escolher jornalismo como profissão.

Sex and The City

Eu comecei a assistir Sex and The City com uns 15 anos, mais ou menos, bem naquela época que as pessoas começam a entender um pouquinho melhor a sexualidade. A série fala quase o tempo todo sobre sexo, seja o casual ou dentro de uma relação, de forma tão natural para as mulheres que eu perdi muito dos preconceitos e pudores que eu tinha, além de aprender um pouco mais sobre um assunto que era bem desconhecido para mim na época.

Dexter

Dexter deve ter sido a primeira série policial que eu realmente acompanhei, e infelizmente ainda não cheguei até o último episódio (me falaram que não vale muito a pena, então só vou terminar quando tiver mais tempo). Ele é um dos anti-heróis mais legais da TV e foi o único seriado que uniu minha família inteira para assistir.

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. 

Teste de personalidade

Você acredita que:

– Mulheres não são inferiores ou superiores aos homens e, portanto, deveriam ter os mesmos direitos garantidos?

– Mulheres deveriam ter mais representatividade efetiva na política e nas grandes empresas, ganhando o mesmo que os colegas homens que desempenham a mesma função?

– Todas as pessoas são livres para expressar a sexualidade do jeito que elas querem, contanto que isso não machuque uma pessoa?

– As mulheres tem o direito de ir e vir nos espaços públicos com as roupas que elas escolherem sem serem violadas ou terem a sua privacidade invadida?

– Não existe um comportamento padrão para que alguém seja “mulher de verdade”?

– Usar roupa curta, falar palavrão ou não usar maquiagem não diminuem a dignidade de uma pessoa?

– Respeito é um direito de todas as mulheres, não um objetivo a ser conquistado?

– Mulheres não deveriam ser inimigas e competir por homens, mas sim se unir para conquistar um mundo mais justo?

– Homens e mulheres devem dividir as tarefas domésticas e cuidar dos filhos sem sobrecarregar um dos pais?

– Mulheres são tão inteligentes e capazes de transformar o mundo como os homens?

Parabéns, então você é feminista.

“Ah, mas eu me depilo”: tem um monte de feminista que se depila, e tem um monte que não se depila, mas como cada uma tem autonomia sobre o próprio corpo não existe o certo e o errado nesse tipo de escolha.

“Mas eu não odeio os homens”: eu também não, tenho até amigos que são homens. Existem feministas misândricas, mas nem todas precisam ser.

“Mas todos são iguais, mulher não é melhor que o homem”: verdade, amg, mas isso que você chama de “humanismo” é feminismo sim. Humanismo é outra coisa.

Feminismo não é um pacotinho fechado cheio de regras, é um processo que busca atingir a igualdade da mulher, diminuir a violência de gênero e aumentar algumas liberdades que homens possuem e mulheres não. Você não precisa fazer parte de nenhum grupo, ler Simone de Beauvoir, ser lésbica ou suspender a cera quente para ser feminista, mas você tem o direito de fazer tudo isso se você quiser também.

Agora, se você for uma pessoinha que ainda acredita que “lugar de mulher é esquentando a barriga no fogão” (eu amo cozinhar, mas é um prazer e não uma obrigação) e que mulher que é violentada ao sair de casa “estava provocando”, ou ainda acha divertido divulgar fotos de mulheres peladas sem o consentimento delas mesmo sabendo que isso é desrespeitoso, então se enfie num buraco e vá aprender um pouco sobre empatia antes de sair falando/fazendo merda.

Quem acredita na igualdade fecha com as feministas.

Vale a pena conhecer: Quadrinhos Ácidos

O Quadrinhos Ácidos é uma série de quadrinhos semanais que buscam fazer críticas com um humor ácido. Criado pelo ilustrador, publicitário “frustrado” (palavras dele) e cartunista Pedro Leite, o quadrinho está no ar desde abril do ano passado e já ganhou o “30º Troféu Angelo Agostini” (Melhor Fanzine de 2013) e foi indicada ao “26º Troféu HQMIX“.

Os temas são variados e o Pedro fala sempre de questões cotidianas, como as redes sociais ou as eleições.

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