A culpa é das estrelas

Não sei se é algo que acontece com muitas pessoas, mas eu tenho um problema sério com alguns filmes, séries e livros. Alguns são tão bons, e tão envolventes, que mesmo depois que acaba os personagens e as histórias continuam na minha cabeça, fica difícil me afastar do universo que o autor criou, e com A Culpa é das Estrelas foi exatamente assim.

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Hazel Grace é uma menina de 16 anos que tem câncer no pulmão, e em uma das reuniões do Grupo de Apoio a Crianças com Câncer um dos meninos não para de olhar para ela. É o Agusutus Waters (Gus), um menino que perdeu a perna por conta de um câncer nos ossos. Após a reunião, os dois iniciam uma conversa e se tornam bem amigos. Enquanto ela se sente praticamente uma granada pelo seu câncer terminal, ele teme deixar o mundo sem ter feito nada grandioso.

O livro na verdade não fala só sobre câncer, mas sim sobre a adolescência, as primeiras experiências, a família, a vida e a morte. Ao contrário do que parece, não é um livro triste, o autor (John Green) tomou bastante cuidado para que o livro não caísse em um dramalhão clichê. Quem já ficou doente ou conhece pessoas que lutaram contra alguma doença sabem que muitas vezes os filmes e livros sobre o assunto acabam exagerando no drama, sendo que as pessoas que realmente passam por isso acabam sendo muito mais fortes, assim como no livro.

O livro é uma história de amor muito bonita, mas também é uma história de como aprender a lidar com os problemas da vida (que convenhamos, é muito menor do que isso pra muita gente) e lidar com a morte – que inevitavelmente chega para todo mundo. Talvez o que tenha me feito gostar tanto do livro é exatamente isso, perceber que as coisas mais horríveis do mundo fazem parte da vida e que precisamos levar a melhor parte de cada situação para conseguir aguentar o tanto de coisa ruim que acontece.

Quem se interessou, recomendo que leia rápido porque ainda esse ano o filme baseado no livro vai ser lançado.

2014 e tudo o mais

Quando começa um ano novo duas das minhas metas sempre são as mesmas (e não, não é emagrecer e ganhar dinheiro – embora os dois sempre sejam bem-vindos): ler e escrever mais. Como só se passaram dois dias a primeira meta por enquanto está sendo cumprida com excelência, até porque eu estou lendo a segunda parte de 1Q84 e eu te digo que é impossível não se apaixonar pela escrita do Murakami. A segunda é sempre um pouco mais difícil. Primeiro porque ler é uma atividade que, apesar de me fazer refletir e tudo o mais, é muito mais passiva do que sentar e escrever. Segundo porque eu quase nunca tenho inspiração, mas pensei que quanto mais eu praticar mais inspiração eu tenha (talvez?).

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Eu sempre tive blog, sabe. Quase sempre. Eu lembro que aos 11 eu já tinha meu Blogger e aos 13 eu já tinha um grupo de amigas formado por meninas de várias partes do Brasil que tinham algumas coisas em comum. Na oitava série eu cheguei a ter um texto meu publicado na Capricho por causa do meu blog (já fui uma blogueira da Capricho, chora haters). Mais tarde eu acabei abandonando, indo pro Livejournal (ainda considero a melhor plataforma – desculpa, WordPress) e postando de vez em nunca em todos os blogs. Burra fui eu, se tivesse largado a escola pra me dedicar à atividade de blogar provavelmente eu estaria muito mais rica e bem vestida.

Esse ano vai ser bem difícil porque além de começar a trabalhar 8 horas por dia (GOD HELP ME) eu ainda vou ter que me virar com um TCC, então provavelmente eu não vou conseguir escrever aqui tanto quando deveria, mas como meu dever esse ano é entregar um livro eu ainda vou poder escrever bastante nesse 2014. De qualquer forma, resumindo todo esse auê, eu só gostaria de dizer que quero escrever mais esse ano. Sobre filmes, sobre livros, sobre a minha vida pessoal super bizarra e tudo o mais.