Eu não sou especial

Dia desses eu cheguei na faculdade e, como de costume, peguei um RelevO perto da minha sala. Passei os olhos procurando nomes familiares (dou prioridade para quem eu conheço, é interessante observar o mais íntimo daquelas pessoas das que eu sei tão pouco) e depois fui folheando até encontrar um texto falando sobre uma namorada que parecia tanto com a mãe do cara.

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A cada frase minha garganta foi se fechando mais e mais, meu estômago começou a virar de ponta cabeça. Mas será o benedito que algum ex estava escrevendo sobre mim por aí? Quem ousa falar sobre meu jeito retardado de dançar enquanto cozinho? Quem foi o filho da puta que me expôs dessa forma?

Corri os olhos para o final do texto e o nome não me era familiar. Desconfiada, fui pro começo do jornal pegar a descrição do autor – não é possível esse cara sair me descrevendo por aí e sair impune, esse nome deve ser um pseudônimo.

Pra minha surpresa, encontrei a descrição de uma pessoa que eu não conheço, nunca vi na vida e não mora no mesmo estado que eu. Existe alguma mulher por aí (e existe a mãe desse cara também) fazendo as mesmas piadas que eu, dançando nas mesmas circunstâncias e sorrindo do mesmo jeito que eu. Eu não sou ninguém demais.

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