Músicas para começar um dia bom

Quarta-feira é um dia complicado para acordar. Já levanto com o peso de dois dias úteis e sabendo que mais outros três dias úteis ainda virão antes do final de semana. Estou cansada, mas ainda no meio do caminho (ou no meio da semana, como preferir).
Pra driblar esses dias que já começam desafiando os limites da nossa paciência, eu criei alguns hábitos que me fazem feliz. Bebidas quentes, alongamento e uma boa leitura podem fazer a diferença. Hoje, foi uma música tocando na Mundo Livre que já deixou tudo um pouco melhor.
Como eu acho egoísmo não dividir coisas boas, decidi deixar aqui um top 4 (porque 5 é clichê) pra começar melhor o dia. Aproveitaí:

4. Imitation of life

3. Malibu

2. The Only Place

1. Matinee

Sobre amizade e idade adulta

Uma das rotinas mais legais que eu vou me lembrar dos ~anos de faculdade~ (anos horríveis no quais eu ainda permaneço) é ir uma ou duas vezes por semana no Lucca tomar chopp porque terça e quinta é (ou era) dia de double. Eu chegava da faculdade, lia algum livro ou via um filme, dormia um pouco e lá pelas 5 horas saía de casa para beber, conversar um pouco e esquecer dos problemas.

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Me embebedar dia de semana à tarde era sinal de felicidade

É uma coisa tão simples, tão banal, mas que hoje em dia eu simplesmente não consigo encontrar tempo ou conciliar datas com os meus amigos. Sou eu que não posso quase nenhum dia, fulano que está sem dinheiro, ciclano que tá fazendo TCC e no fim os únicos horários que sobram são horários que todo mundo vai pra balada, e como eu namoro a palavra ~balada~ sumiu quase completamente do meu vocabulário.

Descobri nessas férias que o mais chato de ser adulta é isso de nunca ter tempo pra nada. Se eu quiser nota na faculdade não sobra tempo pra sair durante a semana, se eu quiser aproveitar tempo com a família e com o namorado no fim de semana falta tempo pra encontrar os amigos e quando eu me dou conta não tenho mais equilíbrio pra lidar com nada. E no meio disso, a impressão que fica é que eu posso ter perdido alguns amigos no meio de tudo isso. Que saco.

The one

Não tem nada a ver com a beleza. Não aquela objetiva, restrita, que cataloga as pessoas de acordo com o formato da boca, o tamanho do nariz e a simetria facial. É a beleza subjetiva, na expressão do olhar, no cheiro do pescoço e na textura das mãos. É o charme, a voz, o sotaque e tantos outros detalhes. É querer estar com a pessoa em todos os momentos do dia, é querer ver, estar perto e querer cada dia mais. É sorrir sem saber direito o porquê, mas é incontrolável. É ter tanta certeza que os planos são pra vida toda. O meu amor é assim, pra vida toda.